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Com medidas simples, produtor pode ampliar produção de soja em 20%

Descompactação e correção do solo podem ampliar a produtividade.
CESB diz que falta informação para produtor com menor média.
Com a utilização de medidas simples, como a descompactação e a correção do solo, a média de produtividade de soja no Brasil pode aumentar pelo menos 20%, passando das atuais 50 sacas por hectare, para pelo menos 60 sacas por hectare. A avaliação foi feita pelo diretor financeiro do Comitê Estratégico Soja Brasil (CESB), José Erasmo Soares, nesta quinta-feira (26), durante a abertura nacional da safra 2016/2017 da oleaginosa, que foi promovida na fazenda Jotabasso, em Ponta Porã.
Soares diz que a entidade faz em todas as safras um monitoramento da situação dos produtores do país que obtiveram as maiores produtividades de soja, inclusive, promovendo uma disputa nacional sobre essa rentabilidade das lavouras, e também a contrapartida, a dos agricultores que registraram os menores resultados em seus cultivos.
“De um modo geral, quem produz na faixa das 50 sacas por hectare, tem dois problemas. O solo está compactado e, ou tem excesso de alumínio ou falta de cálcio. Como se resolve isso. No caso do solo é só fazer a descompactação. Muitos produtores resistem, porque fazem o plantio direto, mas o processo pode ser feito em etapas, em 25% da propriedade por ano. Já o excesso ou falta dos minerais é resolvido com a correção do solo, com aplicação do calcário, que é um dos insumos mais baratos”, explica.
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O diretor do CESB comenta, entretanto, que o agricultor que produz as 50 sacas de média, está no limite da rentabilidade do negócio, com a produção praticamente cobrindo os custos e deixando pouco lucro, por isso, ele tem mais dificuldade de acesso as informações. “Como tem uma média de produtividade baixa, ninguém vai vender para ele em sua propriedade ou vai atendê-lo no local, pelo contrário, é o próprio produtor que vai ter de comprar seus produtos, no balcão das revendas, onde não vai ter uma orientação sobre como melhorar seus números”.
Soares diz que, por isso, o grande objetivo do CESB é discutir alternativas para melhorar a produtividade dos agricultores que têm baixa rentabilidade, porque dessa maneira estará melhorando a média do país e ainda vai assegurar a permanência desse produtor no campo. “É uma questão social. Se não fizermos alguma coisa esse produtor vai sair do campo, porque vai quebrar. A propriedade dele vai continuar no sistema. Vai ser comprada por algum vizinho ou empresa, mas ele vai sair e vai para a cidade onde vai depender da ajuda pública para sobreviver”, alerta.
Na outra ponta do segmento, a entidade estimula produtores que já estão bem acima da média nacional, colhendo mais que 70 sacas por hectare, a produzirem ainda mais e em menores áreas. No seu desafio anual, a perspectiva, conforme o diretor é que seja ultrapassado na safra 2016/2017 o recorde estabelecido na temporada 2014/2015, que é de 143 sacas por hectare. “As condições climáticas estão favorecendo e acreditamos que esse patamar será ultrapassado”.
Em Mato Grosso do Sul, a propriedade que no ciclo passado 2015/2016 obteve o melhor desempenho em uma área específica para a competição, a fazenda Jaguarundy, em Ponta Porã, 127 sacas por hectare, não deve repetir o resultado nesta safra. O engenheiro agrônomo que atende a propriedade, Antonio Cavicchioli Pereira Neto, diz que um veranico de mais de 30 dias (período de estiagem com alta temperatura) prejudicou o desenvolvimento das lavouras.
Ele diz que na propriedade são cultivados cerca de 2 mil hectares com soja e que a média na área comercial da safra passada, que foi de 65 sacas por hectare, deve cair nesta temporada para um patamar entre 55 e 60 sacas por hectare. “Foi feito um grande investimento em sementes de boa qualidade, manejo adequado, aplicação de defensivos no período correto, mas o clima não ajudou, tanto que nem inscreveremos a propriedade no desafio deste ano”, explica o profissional.
O presidente do Movimento Nacional dos Produtores (MNP), Rafael Gratão, aponta que apesar de algumas situações pontuais, como a da fazenda Jaguarundy, a perspectiva é que o estado colha nesta temporada mais uma safra recorde de soja. Confirmando o bom trabalho da “porteira para dentro”, ele avalia que o agricultor deve redobrar as atenções em relação a questões como bom armazenamento da sua safra, escoamento e principalmente estar atento as variações do mercado.
“É um ano em que deve ocorrer uma grande oscilação no preço do dólar, por isso, o produtor deve estar atento para negociar da melhor forma sua produção. Travar os preços e aproveitar as janelas de comercialização. Somente desse modo ele vai garantir sua rentabilidade”, analisa.
As projeções para a safra 2016/2017 de soja em Mato Grosso do Sul variam entre 7,601 milhões de toneladas, feita pela Associação dos Produtores da oleaginosa no estado (Aprosoja/MS) e 7,868 milhões de toneladas, de acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
Anderson Viegas
Do G1 MS

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