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Preços do milho batem recorde e indicador se aproxima dos R$ 50,00/sc em Campinas

O indicador ESALQ/BM&FBovespa medido pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) atingiu R$ 45,01/saca de 60 kg na quinta-feira (3), maior patamar desde fevereiro de 2008 (série mensal deflacionada pelo IGP-DI jan/16).

Após bater o recorde, o indicador segue em alta nesta semana, se aproximando dos R$ 50,00 a saca, posto Campinas (SP). De acordo com o analista da Safras & Mercado, Paulo Molinari, a valorização é conseqüência da redução na área do cultivo de verão, bem como o escoamento da produção por meio das exportações e, as chuvas no sul e sudeste do país no início de março que prejudicam a colheita do milho e limitaram a oferta do cereal.
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Somente nos dois primeiros meses deste ano, as exportações brasileiras do grão alcançaram 7.140 milhões de toneladas, em um período que sazonalmente os embarques começam a perder ritmo.
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“A transição de estoques baixos com uma safra de verão muito pequena, consolidou esse movimento de recorde de preço no primeiro semestre, em toda a região centro-sul”, explica Molinari.

Segundo ele, os 22 milhões de toneladas da safra de verão não são capazes, sequer, de abastecer a necessidade interna da região no primeiro semestre, gerando competição pelo produto e proporcionando a valorização do grão até o ingresso da safrinha.

Neste sentido – de acordo com o analista – é importação se torna a única alternativa para amenizar o abastecimento de algumas regiões até a entrada da safrinha.

“O grande problema neste momento é que estão colocando informações sobre importações no mercado em uma tentativa de queda, mas não há nada confirmado ainda”, pondera Molinari afirmando que até o próximo dia 15 há registro de apenas um navio com 30 mil toneladas saindo da Argentina com destino ao nordeste brasileiro.

O abastecimento deverá se normalizar somente com o ingresso da safrinha, que se tornou nos últimos anos o período de maior cultivo do cereal no país. Projeções da Safras & Mercado dão conta de um volume de 61,4 milhões de toneladas.
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“A safrinha, inclusive, é outra realidade de preço. Temos hoje preço de postos bastante ruins, em torno de R$ 34,00 a saca em Santos – embarque agosto e setembro -, apontando que teremos uma safrinha recorde”, lembra o analista.

Por: Aleksander Horta e Larissa Albuquerque
Fonte: Notícias Agrícolas

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