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Adubação verde eleva a capacidade produtiva do solo

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Adubação verde eleva a capacidade produtiva do solo

levar a capacidade produtiva do solo, com baixo custo, é um dos desafios em pequenas propriedades. Uma das práticas agrícolas que ajudam a enfrentar esse desafio, é a adubação verde em rotação de cultura ou em consórcio entre adubos verdes (leguminosas e gramíneas). O sistema radicular mais profundo dos adubos verdes condiciona o solo para que a cultura de atividade econômica explore melhor os nutrientes e a água do solo.
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Os adubos verdes que são gramíneas (ex.: sorgo forrageiro, nabo forrageiro, milheto) e dicotiledôneas (girassol) formam a palhada que cobrem o solo; e os que são leguminosas (ex.: crotalária, mucuna, guandu, feijão-de-porco) produzem biomassa e fornecem maior aporte de nitrogênio à cultura.

Quem passou pela Tecnofam 2016, evento de tecnologias e conhecimentos para agricultura familiar realizado de 11 a 13 de maio na Embrapa Agropecuária Oeste, pôde conhecer os benefícios dos adubos verdes com os pesquisadores da Embrapa: Alberto Feiden, da Embrapa Pantanal, e Cesar José da Silva, da Embrapa Agropecuária Oeste.

A prática da adubação verde promove a cobertura do solo, aumenta a umidade, a ciclagem de nutrientes e a dinâmica dos microorganismos no solo que ajudam a combater nematoides e doenças do solo. Além disso, os adubos verdes abrigam inimigos naturais a atraem polinizadores e insetos benéficos como predadores de pragas.

Segundo Silva, o processo de elevação da capacidade produtiva do solo com a adubação verde exige alguns anos de boas práticas culturais. Por isso, a recomendação é que a adubação verde seja associada a outras práticas, como calagem e gessagem, adubos orgânicos a partir de dejetos de animais que têm alta concentração de nutrientes disponíveis (esterco de aves, bovinos e suínos). «Se o produtor adotar essas práticas, a adubação mineral complementar será em doses menores, reduzindo o custo de produção.»

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Os adubos verdes também servem como suplementação alimentar animal. O guandu, adubo verde semiperene, é usado para feno ou fresco no cocho por meio de podas; a cartilha, espécie perene, possui excelente palatabilidade – que, segundo Silva a Agraer tem estimulado os agricultores a plantarem – ou para adubar nas entrelinhas; e gramíneas forrageiras para cobertura de solo e forragem.

A rotação de culturas pode ser feita dividindo a área em pequenas partes, intercalando as culturas ao longo do tempo. Uma dica para iniciar a prática de adubação verde exclusivamente ou em consórcio é escolher uma área com baixa quantidade de matéria orgânica ou com problemas de pragas de solo, de plantas daninhas ou ainda na área mais distante da propriedade, onde é mais difícil de se chegar com dejetos de animais que são usados também como adubos. «À medida que a área com problema é recuperada com a adubação verde, o agricultor pode expandir a prática agrícola», afirma o pesquisador Cesar José da Silva.

A prática da adubação verde promove a cobertura do solo, aumenta a umidade, a ciclagem de nutrientes e a dinâmica dos microorganismos no solo que ajudam a combater nematoides e doenças do solo. Além disso, os adubos verdes abrigam inimigos naturais a atraem polinizadores e insetos benéficos como predadores de pragas.

Calcário como auxiliar

«Boa parte do solo brasileiro é levemente ácida. Para elevar o PH, a forma mais barata de se fazer essa correção do solo é com o calcário, que é proporcionalmente barato em relação a outros produtos existentes no mercado. Ainda hoje muitos produtores da agricultura familiar não têm essa prática para corrigir o solo», disse o pesquisador da Embrapa Agropecuária Oeste, Rodrigo Arroyo, na Mostra de Tecnologias da Tecnofam 2016.

Ele explica que o calcário ajuda no crescimento da raiz e da parte aérea da planta e a prática é recomendada para todas as culturas agrícolas, como milho, feijão e mandioca. «Isso significa que nos anos de déficit hídrico, como nos veranicos, vão explorar melhor o solo, absorvendo os nutrientes».

Para saber a quantidade a ser aplicada no solo, é necessário coletar uma amostra de solo. A coleta da amostra deve ser feita em zigue-zague para representar bem a área – «uma amostra por hectare é suficiente» – e essa amostra levada a um laboratório. «O custo da análise é relativamente baixo e se paga com o aumento da produção que a calagem proporciona», diz o pesquisador.

A comparação do desenvolvimento da raiz em solo corrigido e em um solo sem correção foi demonstrado por um equipamento de análise de raízes chamado rizotron. «O que o agricultor familiar consegue ver é o que ele acredita. E o rizotron mostra a área do solo onde o produtor não enxerga. Essa forma didática é fantástica», diz Genivaldo Schlick, diretor de ensino do Instituto Federal de Mato Grosso do Sul, regional de Ponta Porã, que estava no segundo dia da Tecnofam.
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Tecnofam 2016

Muitas das tecnologias que estão sendo demonstradas a campo têm origem na Embrapa Agropecuária Oeste e em outras Unidades da Embrapa: Algodão, Amazônia Ocidental, Arroz e Feijão, Gado de Corte, Gado de Leite, Hortaliças, Instrumentação, Mandioca e Fruticultura, Meio Norte, Milho e Sorgo, Pantanal, Suínos e Aves, Tabuleiros Costeiros. Também têm tecnologias desenvolvidas pela Agraer, Uems, UFGD e de empresas expositoras.

A realização do evento é da Embrapa, Agraer, Sepaf, Senar/MS e Prefeitura Municipal de Dourados, através da Secretaria Municipal de Agricultura Familiar e Economia Solidária (Semafes).

Fonte: Famasul
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