Conectate con nosotros

Geral

Embrapa estuda bois que comem menos e engordam até 20% a mais do que o restante do rebanho

Publicado

en

Com sede em Goiás, Centro de Desenvolvimento analisa 2 mil touros por ano. Objetivo da pesquisa é o melhoramento genético para a redução dos gastos com alimentação dos animais.

Por Márcio Venício, Janaina Honorato e Paula Resende, TV Anhanguera e G1 GO

14/07/2019 08h42  Atualizado há 2 dias


Confira alimentação mais indicada para gado, em GoiásJornal do Campo GO–:–/–:–

Confira alimentação mais indicada para gado, em Goiás

Confira alimentação mais indicada para gado, em Goiás

O Centro de Desempenho Animal da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) estuda bois que engordam 20% a mais que o restante do rebanho, com a mesma alimentação. O projeto analisa touros de todo o país.

«Animais que são excelentes para ganhar peso, com qualidade de carne, reprodução, mas também econômicos. Animais que comem menos na mesma base de ganho, isso significa o que? Mais dinheiro no bolso do produtor», destaca o pesquisador Cláudio Magnabosco.

O projeto da Embrapa Cerrados começou há 3 anos, em Santo Antônio de Goiás. A pesquisa é desenvolvida com o apoio de pecuaristas goianos, do Tocantins, de Moto Grosso do Sul, da Bahia, de Minas Gerais e de São Paulo.

Por ano, são avaliados em fazendas de todo o país cerca de 2 mil animais das raças nelore, brahman, guzerá e tabapuã. Destes, 100 são selecionados para integrar o estudo. Os touros chegam ao projeto com oito meses de vida e ficam 294 dias no pasto.

“A gente agrupa esses animais e faz essa padronização porque em algumas fazendas têm um sistema de criação um pouco diferente, só com pasto, com suplemento, com desmame precoce, alguns colocam animal no cocho. Então, a gente faz essa padronização para que os animais sejam avaliados dentro do mesmos critérios», complementa o pesquisador Marcos Fernando Costa.

Estudo da Embrapa é feito em fazenda de Goiás — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

Estudo da Embrapa é feito em fazenda de Goiás — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

Após este período, somente os que são considerados de elite vão para a etapa seguinte: a nutrição com silagem excelente. Nesta fase, é coletado material para fazer a genotipagem e exame de DNA.

“A gente vai identificar dentro desse rol de animais disponíveis quais têm um diferencial do ponto de vista de desempenho global. A gente faz uma avaliação via ultrassonografia desses animais para ver como é o rendimento de carcaça, como é o acabamento de carcaça», explica Eduardo Da Costa Eifert, que também é pesquisador.

Tecnologia

O curral é todo automatizado. Ao passar pelo bebedouro, por exemplo, o animal é pesado. O cocho também é uma balança, que indica quanto o boi come por dia.

«Com essa evolução tecnológica da automação pecuária, das parcerias, da tecnologia brasileira desenvolvida, hoje conseguimos gerar informações que realmente fazem a diferença e colocam o Brasil na vanguarda mundial em termos de informações tecnológicas de bovinos de corte», afirma Cláudio.

Todas as informações são enviadas para um sistema de dados nacional. Com isso, os especialistas visualizam em tempo real o desempenho de cada boi.

«Temos informações em tempo real do que ele é geneticamente. Esse touro da Embrapa está, a cada mil, entre os cinco melhores do Brasil’, ressalta Cláudio.

Os melhores touros são disponibilizados para leilões e para centrais de inseminação artificial. «A coleta de sêmen e a distribuição em âmbito nacional permitem que se atinja todo território nacional e até mesmo a América Latina, como Paraguai, Bolívia, Colômbia e Argentina», complementa o pesquisador.

Sigue leyendo
Anuncio

Más popular