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Diabetes e outros problemas surgem como sequelas de longo prazo da Covid

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Seis meses após a doença, a maior parte dos infectados apresentou fadiga e fraqueza muscular (63% deles) e dificuldade para dormir (26%).

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – No bairro onde trabalha como cabeleireira em Anápolis, no interior de Goiás, Kenia Silva, 42, começou a ver mais e mais pessoas chegando ao salão com queda de cabelo. «Só ontem eu atendi duas, mãe e filha, com o cabelo caindo bastante», conta.https://googleads.g.doubleclick.net/pagead/ads?guci=2.2.0.0.2.2.0.0&client=ca-pub-5990868310294203&output=html&h=250&slotname=1636004644&adk=4121174086&adf=2232939446&pi=t.ma~as.1636004644&w=300&lmt=1612873989&psa=1&format=300×250&url=https%3A%2F%2Fwww.noticiasaominuto.com.br%2Fbrasil%2F1775731%2Fdiabetes-e-outros-problemas-surgem-como-sequelas-de-longo-prazo-da-covid&flash=0&wgl=1&dt=1612873989454&bpp=21&bdt=354&idt=303&shv=r20210203&cbv=r20190131&ptt=9&saldr=aa&abxe=1&cookie=ID%3Df52e871f5064937e-225af9a1beb300f6%3AT%3D1603791237%3ART%3D1603791237%3AS%3DALNI_MZjKL3Jt8qlOn2Mm01JZQET_tNJiA&prev_fmts=0x0&nras=1&correlator=86874886227&frm=20&pv=1&ga_vid=1039168794.1602411974&ga_sid=1612873271&ga_hid=1209559508&ga_fc=1&u_tz=-180&u_his=45&u_java=0&u_h=768&u_w=1366&u_ah=768&u_aw=1295&u_cd=24&u_nplug=3&u_nmime=4&adx=35&ady=1087&biw=1278&bih=665&scr_x=0&scr_y=0&eid=21067213%2C182982100%2C182982300%2C21068769%2C21068893%2C21069000%2C21068785&oid=3&pvsid=1565008181931694&pem=916&ref=https%3A%2F%2Fwww.noticiasaominuto.com.br%2F&rx=0&eae=0&fc=1920&brdim=71%2C0%2C71%2C0%2C1295%2C0%2C1295%2C768%2C1295%2C665&vis=1&rsz=%7C%7CleEbr%7C&abl=CS&pfx=0&fu=8192&bc=31&ifi=1&uci=a!1&btvi=1&fsb=1&xpc=chti2xJP98&p=https%3A//www.noticiasaominuto.com.br&dtd=313

Mas ela passou a notar que seu próprio cabelo começou a cair. E também o do seu filho, Pablo. Os dois, assim como alguns de seus clientes, tiveram Covid no ano passado.

Na época da infecção, em julho, foram os sintomas já conhecidos: falta de ar, tosse, dor de cabeça, fraqueza. Meses depois é que veio a queda de cabelo.https://googleads.g.doubleclick.net/pagead/ads?guci=2.2.0.0.2.2.0.0&client=ca-pub-5990868310294203&output=html&h=280&adk=2509132365&adf=3462777521&pi=t.aa~a.2216343729~i.7~rp.4&w=822&fwrn=4&fwrnh=100&lmt=1612873990&num_ads=1&rafmt=1&armr=3&sem=mc&pwprc=8286682711&psa=1&ad_type=text_image&format=822×280&url=https%3A%2F%2Fwww.noticiasaominuto.com.br%2Fbrasil%2F1775731%2Fdiabetes-e-outros-problemas-surgem-como-sequelas-de-longo-prazo-da-covid&flash=0&fwr=0&pra=3&rh=200&rw=822&rpe=1&resp_fmts=3&wgl=1&fa=27&adsid=ChAIgIKJgQYQ9oWhvpfTrdpJEkwAu4QR3PWGxlCwrvQPY1rgSw8HnEfGrJABHf7yQHQ3IbsUHmq8uJaEiws4oicEU-OK_yxsZ6gUN9Y00TmiGyPNiiiNDjmwJkwZ1Gkn&dt=1612873990196&bpp=4&bdt=1096&idt=-M&shv=r20210203&cbv=r20190131&ptt=9&saldr=aa&abxe=1&cookie=ID%3Df52e871f5064937e-225af9a1beb300f6%3AT%3D1603791237%3ART%3D1603791237%3AS%3DALNI_MZjKL3Jt8qlOn2Mm01JZQET_tNJiA&prev_fmts=0x0%2C300x250%2C288x250%2C288x250%2C288x100%2C288x250&nras=2&correlator=86874886227&frm=20&pv=1&ga_vid=1039168794.1602411974&ga_sid=1612873271&ga_hid=1209559508&ga_fc=1&u_tz=-180&u_his=45&u_java=0&u_h=768&u_w=1366&u_ah=768&u_aw=1295&u_cd=24&u_nplug=3&u_nmime=4&adx=15&ady=1385&biw=1278&bih=665&scr_x=0&scr_y=0&eid=21067213%2C182982100%2C182982300%2C21068769%2C21068893%2C21069000%2C21068785&oid=3&pvsid=1565008181931694&pem=916&ref=https%3A%2F%2Fwww.noticiasaominuto.com.br%2F&rx=0&eae=0&fc=1408&brdim=71%2C0%2C71%2C0%2C1295%2C0%2C1295%2C768%2C1295%2C665&vis=1&rsz=%7C%7Cs%7C&abl=NS&fu=8320&bc=31&jar=2021-02-09-11&ifi=6&uci=a!6&btvi=3&fsb=1&xpc=4gW61EzlJF&p=https%3A//www.noticiasaominuto.com.br&dtd=55

Mas não só. «Raciocínio. Tem uma hora que dá um apagão. Por exemplo, um caminho que eu tô acostumada a fazer todos os dias, aí eu saio de casa e penso: ‘para onde eu vou?’, ou uma senha que eu uso sempre e de repente dá um branco», conta.

Além disso, tem também até hoje, meses depois de curada, olfato e paladar «trocados». «Isso acontece com alguns perfumes. Algumas pessoas começaram a ter um cheiro que eu não conhecia, nunca tinha sentido antes, forte, que me incomoda muito. E às vezes eu estou fazendo comida e vem um cheiro muito estranho», diz.

Seu filho, Pablo Henrique de Souza, 18, se assustou com os sintomas que continuam aparecendo. À época da infecção, no fim de junho, ele teve coriza, dores, cansaço e febre.

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«O cansaço ainda durou um bom tempo, pelo menos três semanas depois do que os outros sintomas passaram. Agora, de um, dois meses para cá, comecei a perceber queda de cabelo. É bem notável. Não tem nada a ver com calvície, é outra coisa, você percebe a diferença», diz. «Eu fico preocupado. Até quando vai cair? E para minha mãe é mais difícil, que é mulher».

Pouco mais de um ano após as primeiras infecções detectadas do Sars-CoV-2, nome oficial deste coronavírus, na China, pesquisadores do mundo inteiro se debruçam para entender melhor os efeitos da Covid-19 a longo prazo e possíveis sequelas da doença.https://googleads.g.doubleclick.net/pagead/ads?guci=2.2.0.0.2.2.0.0&client=ca-pub-5990868310294203&output=html&h=280&adk=2509132365&adf=3053293863&pi=t.aa~a.2216343729~i.13~rp.4&w=822&fwrn=4&fwrnh=100&lmt=1612873990&num_ads=1&rafmt=1&armr=3&sem=mc&pwprc=8286682711&psa=1&ad_type=text_image&format=822×280&url=https%3A%2F%2Fwww.noticiasaominuto.com.br%2Fbrasil%2F1775731%2Fdiabetes-e-outros-problemas-surgem-como-sequelas-de-longo-prazo-da-covid&flash=0&fwr=0&pra=3&rh=200&rw=822&rpe=1&resp_fmts=3&wgl=1&fa=27&adsid=ChAIgIKJgQYQ9oWhvpfTrdpJEkwAu4QR3PWGxlCwrvQPY1rgSw8HnEfGrJABHf7yQHQ3IbsUHmq8uJaEiws4oicEU-OK_yxsZ6gUN9Y00TmiGyPNiiiNDjmwJkwZ1Gkn&dt=1612873990196&bpp=2&bdt=1096&idt=2&shv=r20210203&cbv=r20190131&ptt=9&saldr=aa&abxe=1&cookie=ID%3Df52e871f5064937e-225af9a1beb300f6%3AT%3D1603791237%3ART%3D1603791237%3AS%3DALNI_MZjKL3Jt8qlOn2Mm01JZQET_tNJiA&prev_fmts=0x0%2C300x250%2C288x250%2C288x250%2C288x100%2C288x250%2C822x280&nras=3&correlator=86874886227&frm=20&pv=1&ga_vid=1039168794.1602411974&ga_sid=1612873271&ga_hid=1209559508&ga_fc=1&u_tz=-180&u_his=45&u_java=0&u_h=768&u_w=1366&u_ah=768&u_aw=1295&u_cd=24&u_nplug=3&u_nmime=4&adx=15&ady=2338&biw=1278&bih=665&scr_x=0&scr_y=0&eid=21067213%2C182982100%2C182982300%2C21068769%2C21068893%2C21069000%2C21068785&oid=3&pvsid=1565008181931694&pem=916&ref=https%3A%2F%2Fwww.noticiasaominuto.com.br%2F&rx=0&eae=0&fc=1408&brdim=71%2C0%2C71%2C0%2C1295%2C0%2C1295%2C768%2C1295%2C665&vis=1&rsz=%7C%7Cs%7C&abl=NS&fu=8320&bc=31&jar=2021-02-09-11&ifi=7&uci=a!7&btvi=4&fsb=1&xpc=QbCm2ztzV0&p=https%3A//www.noticiasaominuto.com.br&dtd=68

Uma dessas pesquisas acontece justamente em Wuhan, cidade chinesa onde aconteceu o primeiro surto da doença.

Artigo publicado em janeiro na revista científica Lancet por pesquisadores chineses analisou os sintomas de 1.733 pacientes que se trataram no hospital Jin Yin-tan em Wuhan entre 7 de janeiro e 29 de maio de 2020.

Seis meses após a doença, a maior parte dos infectados apresentou fadiga e fraqueza muscular (63% deles) e dificuldade para dormir (26%).

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Já 22% relataram queda de cabelo e 11% relataram alterações no olfato. Além disso, os pacientes também relataram palpitações, dores no joelho, perda de apetite, alterações no paladar, tontura, diarreia e vômitos, dor no peito, dificuldade de engolir, feridas na pele, dores no peito e dores de cabeça, tudo isso seis meses após terem sido infectados. E 76% deles tiveram pelo menos algum desses sintomas.

De acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças do governo americano, os sintomas persistentes mais comuns são fadiga, falta de ar, tosse e dor no peito.

Outros estudos sugerem problemas ainda mais sérios. Artigo publicado em novembro na revista Diabetes, Obesity and Metabolism analisa casos de pacientes com Covid-19 que adquiram diabetes (justamente um dos fatores de risco para a doença).

De oito estudos analisados pelo artigo, que somam 3.711 pacientes, 14,4% foram diagnosticados recentemente com diabetes. «Estamos vendo agora um clássico exemplo de intersecção letal entre uma doença comunicável [transmitida de um hospedeiro a outro] e uma doença não comunicável», dizem os autores.

Um desafio dos cientistas hoje é diferenciar quais sintomas são provocados pelo vírus em si, quais ocorrem por inflamações provocadas pela Covid e quais são consequência do tratamento e medicamentos que os pacientes tomam, explica Ediléia Bagatin, professora da Unifesp e coordenadora do departamento de cosmiatria da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

Segundo ela, a queda de cabelo, citada por um quinto dos pacientes do estudo chinês e também relatada pela família de Anápolis, é comum em infecções.

«Isso costuma ocorrer até três meses depois de qualquer infecção, não é específico da Covid. O couro cabeludo é uma região bastante vascularizada, tem muita circulação sanguínea. Quando você corta a cabeça, todo mundo sabe, sangra muito. Em uma infecção, você tem uma substância circulando no sangue que desencadeia uma inflamação. Isso ativa uma resposta imunológica, que afeta a raiz do cabelo e altera o ciclo capilar», diz.

«Outro motivo pode ser o próprio estresse que essas infecções geram. O folículo piloso, onde se produz o cabelo, também tem receptores de muitas substâncias que são produzidas no nosso cérebro e que são afetadas pelo estresse.»

Para a queda de cabelo, Bagatin diz que não é preciso se preocupar, porque ele costuma crescer totalmente depois de um tempo –com exceção de pessoas mais velhas.

Outra manifestação vista em consultórios têm sido vermelhidão e erupções na pele, parecidas com as do sarampo e da rubéola, diz ela, nas extremidades do corpo. «Ainda não sabemos se são resultantes diretamente do vírus, da resposta imune que o corpo dá ou de medicamentos que o indivíduo toma», diz.

Em geral, são coisas que podem ser revertidas, exceto quando pacientes apresentam alguma necrose na pele, que morre, e pode deixar uma cicatriz.

Sintomas apresentados 6 meses após infecção por Covid Estudo analisou 1.733 pacientes que se trataram em Wuhan entre jan. e mai.2020.

Fadiga ou fraqueza muscular: 63% Dificuldade de dormir: 26% Queda de cabelo: 22% Alteração no olfato: 11% Outros: Palpitações, dor no joelho, perda de apetite, alteração no paladar, tontura, diarreia e vômito, dor no peito, dificuldade de engolir, manchas na pele, dor muscular, dor de cabeça, febre baixa Qualquer um dos sintomas anteriores: 76% Fonte: Artigo publicado em 8.jan.21 na revista Lancet

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