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Soja: preços sobem com Chicago de olho na estiagem no Brasil

Confira as principais notícias sobre dólar, mercado agropecuário e previsão do tempo para começar o dia bem informado

31 de dezembro de 2018 às 06:05
Por Canal Rural, com informações da Agência Safras e Somar Meteorologia

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago fecharam a sexta-feira, dia 28, com preços mais altos. O mercado recuperou-se das perdas da semana, com base nos problemas com a safra brasileira e também pelo cenário de menor aversão ao risco no financeiro global.

A baixa umidade registrada no mês de dezembro deve impor perdas superiores ao esperado para o Brasil. Além dos estados do Paraná e do Mato Grosso do Sul, problemas de produtividade estão sendo registrados no Mato Grosso, São Paulo e Goiás.

“Ainda é cedo para uma maior clareza sobre o tamanho das perdas, visto que os trabalhos de colheita estão iniciando de forma isolada, mas podemos considerar que 10% da produção brasileira está em risco devido a relevância das produções estaduais do Paraná, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.”, projeta o analista de Safras & Mercado Luiz Fernando Roque.

Segundo o especialista, no momento, a única certeza é que o Brasil não irá colher uma safra superior à do ano passado, consolidada em 120,8 milhões de toneladas. A nova estimativa da consultoria para a produção brasileira da safra 2018/2019 deverá ser divulgada no dia 11 de janeiro, já trazendo atualizações sobre as perdas produtivas nas lavouras brasileiras.

SOJA NA BOLSA DE CHICAGO (CBOT) – POR BUSHEL

  • Janeiro/2019: US$ 8,82 (+13,75 cents)
  • Março/2019: US$ 8,95 (+13 cents)

Brasil

Sem liquidez, o mercado brasileiro de soja encerrou a sexta-feira, último dia de operações do ano, sem negócios e com preços de estáveis a mais baixos. Dólar recuou e Chicago subiu, mas sem atrair os negociadores.

O produtor prefere priorizar o cuidado com as lavouras. Em algumas regiões, o momento é de avaliar a queda no potencial produtivo. A estiagem deve reduzir a produção e evitar a colheita de uma safra recorde no país.

SOJA NO MERCADO FÍSICO – POR SACA DE 60 KG

  • Passo Fundo (RS): R$ 77,50
  • Cascavel (PR): R$ 72,50
  • Rondonópolis (MT): R$ 70
  • Dourados (MS): R$ 76
  • Santos (SP): R$ 80,50
  • Paranaguá (PR): R$ 79
  • Rio Grande (RS): R$ 79
  • São Francisco (SC): R$ 80,50
  • Confira mais cotações

Milho

A Bolsa de Chicago para o milho fechou com preços mais altos, seguindo a vizinha soja e buscando suporte em um movimento de compras por parte de fundos especuladores. O sentimento de menor aversão ao risco favorece o mercado financeiro e contribui para a valorização do cereal. Na semana, porém, a posição março/2019 acumulou queda de 0,79%.

A queda do dólar frente a outras moedas, a alta nos preços do petróleo e a expectativa de que a China poderá seguir comprando bons volumes de grãos dos Estados Unidos completam o quadro positivo na sessão.

MILHO NA BOLSA DE CHICAGO (CBOT) – POR BUSHEL

  • Março/2019: US$ 3,75 (+1 cent)
  • Maio/2019: US$ 3,83 (+1 cent)

Brasil

Com muitos agentes fora de atividade, o mercado se arrastou e manteve as cotações inalteradas, ante as festividades de Ano Novo.

MILHO NO MERCADO FÍSICO – POR SACA DE 60 KG

  • Rio Grande do Sul: R$ 38
  • Paraná: R$ 34
  • Campinas (SP): R$ 42
  • Mato Grosso: R$ 27
  • Porto de Santos (SP): R$ 39
  • Porto de Paranaguá (PR): R$ 38,50
  • Porto de São Francisco (SC): R$ 38,50
  • Veja o preço do milho em outras regiões

Café

O mercado brasileiro de café teve uma sexta-feira de preços estáveis ante as festividades de fim de ano e, assim, não refletiu as perdas do arábica na Bolsa de Nova York e a baixa do dólar.

CAFÉ NO MERCADO FÍSICO – POR SACA DE 60 KG

  • Arábica/bebida boa – Sul de MG: R$ 410 a R$ 415
  • Arábica/bebida boa – Cerrado de MG: R$ 415 a R$ 420
  • Arábica/rio tipo 7 – Zona da Mata de MG: R$ 330 a R$ 335
  • Conilon/tipo 7 – Vitória (ES): R$ 300 a R$ 305
  • Confira mais cotações

Nova York

O café arábica encerrou as operações com preços mais baixos. Segundo traders, o mercado mais uma vez caiu diante dos fundamentos baixistas.

A ampla oferta global seguiu pesando sobre as cotações, em ano de safra recorde no Brasil, Vietnã e com outras origens também com boas produções. A tranquilidade no abastecimento global pesa sobre os preços.

CAFÉ ARÁBICA NA BOLSA DE NOVA YORK (ICE FUTURES US) – POR LIBRA-PESO

  • Março/2019: US¢ 100,95 (-0,80 cent)
  • Maio/2019: US¢ 104,10 (-0,80 cents)

Londres

O robusta encerrou as operações da sexta com preços mais altos. O mercado apresentou um movimento de recuperação técnica, de acordo com traders.

A valorização do petróleo estimulou a atividade na ponta compradora. Mas, em linhas gerais, fatores técnicos foram determinantes para os ganhos.

CAFÉ ROBUSTA NA BOLSA DE LONDRES (LIFFE) – POR TONELADA

  • Janeiro/2019: US$ 1.528 (+US$ 13)
  • Março/2019: US$ 1.545 (+US$ 11)

Boi gordo

O cenário do mercado do boi gordo é o esperado para uma véspera de semana curta e feriado prolongado de final de ano. Ou seja, volume mínimo de negociações. De acordo com o fechamento realizado pela Scot Consultoria, os negócios pontuais relacionados ao preenchimento de lacunas nas escalas.

Das 32 praças pesquisadas pela Scot Consultoria, no fechamento de sexta-feira, dia 28, houve alta em 3 e queda em outras 5 regiões, considerando o preço do boi gordo.

Para a próxima semana, com a volta das negociações, a expectativa é de manutenção de pecuaristas fora das compras, mas com possíveis negócios acima da referência em frigoríficos com programações mais curtas.

A variação do boi gordo em São Paulo foi de 3,1% entre o começo de janeiro e o fechamento do ano, menor que a inflação acumulada em doze meses, de 3,86%.

BOI GORDO NO MERCADO FÍSICO – ARROBA À VISTA

  • Araçatuba (SP): R$ 151
  • Triângulo Mineiro (MG): R$ 146
  • Goiânia (GO): R$ 139
  • Dourados (MS): R$ 141
  • Mato Grosso: R$ 131 a R$ 136
  • Marabá (PA): R$ 133
  • Rio Grande do Sul (oeste): R$ 4,95 (kg)
  • Paraná (noroeste): R$ 150,50
  • Paragominas (PA): R$ 138
  • Tocantins (sul): R$ 134
  • Veja a cotação na sua região

Dólar e Ibovespa

O dólar comercial encerrou a sessão de sexta em queda de 0,43%, sendo negociado a R$ 3,8770 para venda e a R$ 3,8750 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,8330 e a máxima de R$ 3,8970.

Na semana, a moeda acumulou queda de 0,51%, enquanto no mês, registrou alta de 0,57%. No trimestre, o dólar comercial teve queda de 3,98%. Já ,o ano, fechou com alta de 16,95%.

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