Conectate con nosotros

Notas

Milho vai a R$40/sc e deve ser preço médio de 2016

Publicado

en

Enquanto as finanças do governo vão de mal a pior, a boa notícia vem do mercado de milho no Brasil. O grão vive um pico de alta nos preços e levantamento da consultoria Safras&Mercado, divulgado nesta terça-feira, informou que na praça de Campinas as cotações do grão atingiram R$ 40 por saca. Um dos preços mais altos dos últimos anos.

Em entrevista ao Mercado&Cia de hoje, a analista de mercado da Tendências Consultoria, Marcela Mello, aponta que a média nacional das cotações em 2016 vai ficar em R$ 32 por saca, com forte tendência a atingir a média de R$ 40. O condicionante principal vai ser o ritmo de exportações do grão.

“A expectativa é que os preços se mantenham sustentados, especialmente até a entrada da safrinha. Dependendo da evolução das exportações e oferta interna, há possibilidade que atinjam a média de R$40 nacional ou até um pouco mais”, destaca Marcela.

O último dado revelado na segunda-feira pela Secex – Secretaria de Comércio Exterior – mostrou que as quatro primeiras semanas de dezembro foram de novo recorde de exportação de milho, quando o Brasil embarcou mais de 5 milhões de toneladas. Bons ventos estão soprando a favor dos produtores do grão para o ano novo.

Contas públicas e crédito rural

Enquanto isso, o crédito para financiamentos no novo ano deve sofrer um revés. A situação é uma consequência do rombo nas contas públicas divulgado hoje.

O Tesouro Nacional divulgou dados que mostram o mês de novembro com déficit primário de 21,27 bilhões de reais. É o pior resultado mensal desde 1997, quando começou a série histórica. No acumulado de 12 meses, o saldo negativo do governo central chega a 52,4 bilhões.

A situação das finanças públicas não está nada bem. Esse, inclusive, foi um dos motivos que levou duas agências de classificação de risco a reduzir a nota da dívida brasileira. Com isso, o país perdeu o “selo de bom pagador” . Economistas apostam que a terceira agência deve retirar o “grau de investimento” do Brasil já no início de 2016. Diante desse cenário, como fica o agronegócio?

O rombo nas contas públicas deve afetar o volume de recursos destinados ao setor em 2016. A análise é do Centro de Estudos do Agronegócio da Fundação Getúlio Vargas.

“O volume de recursos disponíveis para crédito e política pública envolvendo o setor será menor no ano que vem. Não estou dizendo que haverá cortes, porém não pode ser surpresa para ninguém que os recursos para o ano que vem sejam menores do que tivemos esse ano”, aponta o economista e pesquisador da GV Agro, Felippe Serigati.

Além do risco de crédito, o déficit nas contas públicas deve conduzir o governo a aumentar a carga tributária em 2016.

“A principal fonte que provocou o imenso déficit é queda na arrecadação, que tem encolhido fortemente Humanamente seria necessário cortar gastos para equilibrar com a receita. O espaço para cortar é bastante limitado, ou seja, por mais que esteja desconfortável dificilmente haverá uma solução para esse problema que não passe por aumento de carga tributária”, destaca Serigatti.

Sigue leyendo
Anuncio
Anuncio
Anuncio

Recientes

Facebook

Más popular