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Chromecast, dispositivo do Google que leva web para TV, chega ao Brasil

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Aparelho permite acessar vídeos por streaming por meio de apps como Netflix, YouTube e Cracke e custará 199 reais
Chromecast funciona ligado à conexão HDMI da TV e a uma porta USB para receber energia (Divulgação)
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O Google lança nesta quarta-feira no Brasil o Chromecast, dispositivo do tamanho de um pen-drive que permite assistir vídeos da web na TV. O produto chegará ao país com preço de 199 reais, valor bastante superior aos 35 dólares cobrados pelo aparelho nos Estados Unidos. A diferença é atribuída pela empresa aos impostos e taxas de importação do produto para o Brasil. Ele está à venda apenas por meio dos sites das Casas Bahia, Extra e Ponto Frio e, nos próximos dias, chegará também às lojas físicas do Extra.

O Chromecast foi lançado em julho de 2013 nos Estados Unidos e, pouco depois do lançamento, esgotou nas lojas. O dispositivo utiliza o sistema operacional Chrome OS e obedece a comandos enviados pelo usuário a partir do navegador Chrome, do iPhone ou smartphone com Android. A partir do app do YouTube, por exemplo, o usuário aciona o botão ‘Cast’ e, em segundos, pode reproduzir uma lista de vídeos na TV. O mesmo pode ser feito com o app do Netflix ou com vídeos comprados ou alugados por meio do Google Play.

Embora o Chromecast passe a impressão de um dispositivo que não tem nada a ver com a sua sala de estar, ele fica escondido atrás do televisor e sua configuração é simples. A TV deve ter uma conexão HDMI, onde o produto será conectado, além de uma fonte de energia. Além disso, para que os comandos sejam “enviados” para a TV, o Chomecast e o dispositivo móvel adotado devem estar conectados à mesma rede Wi-Fi. A partir de então, ao pressionar o botão ‘Cast’, o usuário orienta o aparelho a buscar na web o conteúdo escolhido e exibi-lo na tela grande.

“Levamos oito meses para desenvolver o Chromecast. A ideia é tornar mais simples o uso da internet na TV, porque a configuração das TVs conectadas à venda no mercado é muito difícil”, diz Mario Queiroz, vice-presidente de produtos do Google. Além das TVs conectadas, o novo dispositivo do Google concorre diretamente com outros acessórios que levam internet para a TV, como set-top boxes, Blu-ray players e consoles de videogame. Com a chegada ao Brasil, o produto – que esteve restrito aos Estados Unidos por dez meses – estará à venda em 19 países, entre eles Coreia do Sul, França, Japão e Reino Unido.

Em princípio, o Chromecast permitirá assistir a conteúdo a partir de apenas seis apps no Brasil: Crackle, Google Play Filmes, Netflix, Rdio, Vevo e YouTube. No caso do Rdio, em vez de vídeos, é possível ouvir músicas na TV. Vale lembrar que nem todo o conteúdo exibido pelo Chromecast é gratuito. Na maior parte dos apps compatíveis, o usuário precisa ter uma assinatura mensal do serviço para ter acesso ao catálogo. As fotos e vídeos do usuário armazenados na rede social Google+ também podem ser exibidos por meio do Chromecast, mas não é possível fazer streaming de imagens gravadas na memória do smartphone ou tablet.

O Google não revela quantos apps compatíveis com Chromecast estão disponíveis, mas poucos títulos aparecem na página oficial do produto. O gigante das buscas promete que, em breve, os usuários terão mais opções. Em fevereiro, os desenvolvedores ganharam acesso às interfaces de programação de aplicativos (API) do Chromecast, o que vai permitir que o botão ‘Cast’ seja incluído em outros serviços. Até o momento, segundo o Google, mais de 3.000 desenvolvedores se cadastraram. “Estamos trabalhando com parceiros locais no Brasil então, em questão de meses, teremos mais apps compatíveis com o Chromecast”, diz Queiroz.

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